A amamentação é, comprovadamente, um dos principais pilares da nutrição, saúde e fortalecimento do vínculo entre mamãe e bebê. O leite materno oferece todos os nutrientes que o neném necessita para crescer e se desenvolver de forma sadia e tranquila durante a primeiríssima infância (até os 3 anos de idade), e é amplamente recomendada por pediatras por, no mínimo, 6 meses. Mas e quando esse período está chegando ao fim? De que forma o desmame deve acontecer?
A amamentação tem um papel não só de alimentar e nutrir, mas também de acolher. É no momento de mamar que o bebê se conecta com a mãe, sente o cheiro e o calor dela, trazendo conforto e segurança para ele. Por essa razão, o desmame pode ser um período turbulento e complicado para muitas mamães e bebês.
Segundo o Dr. Luiz Renato Valério, pediatra neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe, a criança sempre demonstra alguns sinais de que está preparada para iniciar o processo de desmame: após o início da introdução alimentar, quando o bebê já consegue comer alimentos sólidos e as mamadas são mais curtas e tem caráter puramente de “acalmar”.
E como tornar esse processo mais gentil e menos traumático para o bebê?
O ideal é que o desmame aconteça de forma gradual, respeitando os limites da criança. Um dos primeiros passos é diminuir a quantidade de mamadas aos poucos, estabelecendo uma rotina. Além disso, substituir o horário de uma das mamadas por uma refeição é também uma boa forma de ajudar o bebê a entender que uma mudança de rotina está acontecendo.
Para ajudar a contornar a sensação de conforto advinda da amamentação, é importante também que a mãe ofereça carinho, abraços e atenção ao neném nos momentos onde ele normalmente mamaria. Assim, a criança entende que há outras formas por onde ele pode se sentir seguro e amado, diminuindo o peso emocional da amamentação.
Por fim, a rede de apoio é crucial nesse momento. Por ser um período de “distanciamento” entre mãe e bebê, é comum que muitas mães sintam certa resistência em desmamar, estando tão apegadas ao bebê quanto eles estão à elas. Por isso, ter suporte emocional é vital para que ela possa passar por esse processo sem desgastes emocionais severos.