Fraldas Bummis

Para as mamães de primeira viagem, é muito comum o sentimento de confusão em relação à forma com que o neném se comunica. Desde os primeiros olhares e caretas, até os primeiros balbucios e sorrisos, tudo parece uma grande novidade no desenvolvimento do bebê.

Porém, é possível mapear, com base na idade do bebê, o quanto ele entende do mundo ao seu redor. Dessa forma, a mãe pode ter uma ideia um pouco mais concreta do quanto o bebê entende sobre as coisas e situações do dia a dia e, assim, interagir com ele e estimulá-lo da melhor forma possível no seu desenvolvimento infantil.

Segundo o Instituto de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desde a barriga, o neném já pode escutar as falas da mãe, se acostumando com a sua voz. Além disso, do momento do nascimento até cerca de 1 ou 2 meses de idade, o bebê começa a aprender não só por meio da voz, mas também ao observar gestos, expressões e emoções dos adultos ao seu redor.

Nesse contexto, ele começa a entender, devagarinho, relações básicas de causa e efeito, como, por exemplo, perceber que recebe atenção quando chora, ganha colo e carinho, entre outras respostas importantes para o seu desenvolvimento emocional.

Após isso, a criança já observa o ambiente de forma mais intensa, passando a reconhecer nos adultos, principalmente nos pais, figuras que acalmam, protegem e oferecem segurança. É justamente nessa fase que surge o chamado “sorriso social”, que é quando o bebê entende que o sorriso gera reações nos adultos e passa a utilizá-lo, de forma instintiva, como uma forma de comunicação.

Entre os 4 e 7 meses, os bebês começam a compreender diferenças entre as pessoas, separando-as entre conhecidos e estranhos, além de identificar nuances mais marcantes entre tons de voz e expressões faciais.

Se falar com ele de forma afetuosa e tranquila, ele tende a sorrir; por outro lado, se falar de forma séria ou ríspida, ele pode chorar, demonstrando já compreender emoções básicas na comunicação.

Dessa fase até cerca de 1 ano de idade, o bebê já está mais desenvolvido: além de todas as características anteriores, a criança consegue entender e executar ordens simples, como “não”, “tire a mão”, entre outras. Ele também começa a entender as consequências diretas de suas ações e reconhecer o próprio nome quando é chamado.

É nessa etapa do desenvolvimento infantil que ele começa a testar os limites dos pais. Por isso, é comum que a criança derrube um copo de água, por exemplo, para observar e testar a reação da mãe. Esse comportamento vai se registrando no seu cérebro e criando, assim, uma noção do que “pode” e do que “não pode”.

Ainda de acordo com a UFMG, nos seis meses seguintes, em média, o bebê já compreende cerca de 50 palavras, conseguindo falar aproximadamente 20 delas. Além disso, ele vai aperfeiçoando a habilidade de obedecer, conseguindo cumprir instruções mais simples que envolvem duas ou três etapas.

Entre 1 ano e meio e 2 anos de idade, a criança começa a compreender as próprias vontades e a demonstrá-las com mais clareza, podendo negar, resistir ou até mesmo “fazer birra” diante das decisões e ordens dos pais. Embora seja uma fase que exige mais paciência, ela é essencial para o início da construção da personalidade e do senso de individualidade da criança.

Nessa fase, a criança também consegue diferenciar formas básicas e fazer correlações simples entre objetos. Por isso, é uma idade recomendada para a introdução de estímulos como quebra-cabeças, blocos de montar e outros brinquedos educativos que contribuem para o desenvolvimento cognitivo.

Dos 2 aos 3 anos, acontece um grande salto no desenvolvimento da linguagem falada. Nesse período, a criança passa a utilizar 50 ou mais palavras e já consegue formar frases curtas. Além disso, consegue seguir ordens mais complexas, responder perguntas de forma mais consciente e até compreender histórias curtas, o que indica avanços importantes na comunicação infantil.

É também nessa fase que ela desenvolve noções mais concretas sobre relações, sejam de amor, confiança ou cuidado. Ao mesmo tempo, passa a aprimorar seu comportamento social com base no que observa e aprende com os adultos ao seu redor.

Nessa idade, as crianças são como verdadeiras “esponjas”. Portanto, o exemplo diário dos pais é fundamental para que elas se desenvolvam socialmente de forma saudável, equilibrada e respeitosa.

Dos 3 anos em diante, nota-se uma expansão muito rápida no vocabulário, assim como a construção gradual de conceitos mais complexos, como noção de certo e errado, matemática básica, futuro e passado, entre outros aspectos importantes do desenvolvimento infantil.

Vale ressaltar que essas faixas etárias não são uma regra rígida. Isso porque cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, que pode variar tanto por características individuais quanto pelos estímulos oferecidos pelos pais e pelo ambiente em que está inserida.

Por fim, caso os pais percebam algum “atraso” ou “demora” no desenvolvimento de alguma dessas habilidades, é sempre recomendado consultar um médico pediatra. Esse profissional poderá avaliar de forma mais completa o desenvolvimento da criança e orientar sobre os próximos passos mais adequados.